quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ACORDAR

Acordo como se tivesse areia nos olhos. Imagino que secura habitará o meu cérebro.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mata de Albergaria – II

Abraço do verde nos troncos emaranhados. No tapete de fetos nasce o castanho. Humidade, onde reinam cogumelos. Chovem cascatas onde o tempo se sustém.













terça-feira, 5 de novembro de 2013

ESCREVER - III

Escreve. Dilacera o papel. Para que na cabeça se faça silêncio. E a voz seja suave.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dias de chuva – II

Não sei se os dias de chuva são tristes ou se a chuva vem porque o dia acorda triste. Mas é sobretudo nesta ausência de sol que a melancolia me aprisiona.

domingo, 3 de novembro de 2013

Cascata do Tahiti – II

Ser parte desta água. Correr sem destino, poderosa e todavia serena.

Estremece-me o odor do musgo. Gotículas de água refrescam-me em efémeros arco-íris.

Contemplo. A força deste som cala todas as vozes.






~





sábado, 2 de novembro de 2013

A raiva

A raiva tem palavras afiadas. Que magoam onde o coração se faz tranquilo. Onde, nos dias de chuva, a cicatriz volta a doer.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013