Conhecemos as pessoas. Achamos que conhecemos. Mas de
repente, pintadas por outras mãos, desnudadas em palavras íntimas vindas de
outras bocas, já são outras.
E o que ouvimos não se adapta ao nosso quadro. Como uma
peça que não encaixa no puzzle que construímos.
Oito e pouco. Estação do Metro. Uma corrente de seres
humanos, decidida, apressada. Como um organismo único fluímos de forma mais ou
menos ordenada, com poucos redemoinhos.
Vivemos em pequenos mundos. Desesperadamente gregários, mas
deveras territoriais, oscilamos entre tão opostas realidades. Às vezes de forma
algo patética.