Vejo em cada velhinho o meu velhinho. E são os teus pés
que se arrastam na fragilidade do olho azul.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
INSÓNIA - III
Deitou-se a adivinhar porque tinha sono. Mas revolvia-se
na cama porque o sono não tinha posição. Doía-lhe tudo, mas o que mais lhe doía
era a alma.
O toque
Beijos,
abraços, festas. Fisiologicamente o contacto físico é uma mais-valia, liberta
ocitocinar, proporciona prazer.
Curiosamente,
do ponto de vista cultural, nem sempre é assim. E instala-se a distância graças
a roupas, tradições, proibições.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
RELÓGIO - II
Estava cansado. Tinha os ponteiros inquietos, arrítmicos.
Endurecidos pelos anos, arrastavam-se, com breves palpitações na emoção das
memórias. Já não queria corda, a não ser que lha pusessem no pescoço.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
terça-feira, 2 de setembro de 2014
CONJUGAÇÕES
Fazes-me falta. Fizeste-me falta. Fazias-me falta. Ao
longo das conjugações perdeu-se a necessidade.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
PARTIDA
Em cada partida há menos regresso. Por isso, quando
voltou a casa, a chave não abria a porta.
Subscrever:
Mensagens (Atom)