Porque
te conheci, noutro tempo, noutra vida, os olhos ainda azuis de água, e os
caracóis de príncipe, não consigo agora olhar-te.
Magro,
trémulo, os olhos azuis de água perdidos nas rugas fundas, tão precoces. Sempre
nos mesmos sítios, a ver passar os dias, a pedir para matar a fome, ou a
ressaca.
E a
única coisa em que eu consigo pensar, evitando ver o farrapo em que te
tornaste, é como ainda estás vivo.
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