sexta-feira, 18 de novembro de 2016

SILÊNCIO - IV

Aprender o silêncio até que ele se entranhe. Até que as palavras, desnecessárias, abandonem a voz. Enredadas no pensamento, habituadas à liberdade da pronúncia despropositada, tentarão sair: água nos olhos, traições da face, impaciência dos gestos. Aceitarão a aridez do papel. Até que se aceitem inúteis e se deixem embalar na clareza do pensamento.


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