Aprender
o silêncio até que ele se entranhe. Até que as palavras, desnecessárias,
abandonem a voz. Enredadas no pensamento, habituadas à liberdade da pronúncia
despropositada, tentarão sair: água nos olhos, traições da face, impaciência
dos gestos. Aceitarão a aridez do papel. Até que se aceitem inúteis e se deixem
embalar na clareza do pensamento.
Sem comentários:
Enviar um comentário