terça-feira, 8 de outubro de 2013

FLORES

Na extensão do verde uma miríade de cores. Uma amálgama de pétalas onde cada flor é única.





segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CASTANHAS

Bem guardado, o fruto. Amadurece tranquilo num espartilho de picos. As flores, desvalidas, como amarras perdidas.







Quando chegar o momento, a armadura cede, oferecendo-nos o seu tesouro.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

As ondas

Se eu pensar nas ondas, vejo uma revolta calma.

Nada as subjuga. Nada as perturba.




Uma beleza poderosa, que em suaves salpicos, se abandona na areia.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um almoço nunca é de graça

Título de um livro, é uma máxima que tenho tido dificuldade em aceitar. Por isso, como um aprendiz mal sucedido, tenho de repetir as provas. Para perceber que a confiança é algo que se conquista, com trabalho e paciência. Raramente surge por geração espontânea.

domingo, 29 de setembro de 2013

O poder

Será que o exercício do poder é uma necessidade básica do ser humano? Tão premente que facilmente passamos de vítimas a carrascos?

As praxes, os abusos, os conflitos. Os nossos pequenos territórios.

Que estranho prazer pode advir do sofrimento do outro?

Mais valia fazermos como outros mamíferos e delimitarmos o nosso espaço com as excreções.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

PENICHE

Onde o mar se faz vento

A espuma, pensamento.

Entre fragas de outro tempo

A minha alma ganha alento

E por um breve momento

O mar se espraia cá dentro.









sábado, 14 de setembro de 2013

DESCONHECIDOS

Ter alguém que nunca tinha visto, a desejar, e a insistir, que seja mesmo muito feliz, à saída do Metro, às 7h30 da manhã, é estranho. Mas não deixa de ser algo reconfortante, como se a minha insignificante existência pudesse ser importante para um ilustre desconhecido. Cruzamentos fugazes de vidas que não se conhecem (reconhecem?) e que me deixam a pensar.

O referido personagem entrou no Metro a dizer que as pessoas não o ouviam, apesar de ele avisar sempre. Como trazia uma bicicleta, pensei que era a isso que se referia, à cedência de passagem para a bicicleta. Na verdade, tinha estado a avisar outra ilustre desconhecida, que estava a fumar enquanto esperava o Metro, sobre os malefícios do tabaco.