Relógios
sem ponteiros, onde os minutos já não se penduram. Fotografias sem papel, onde
os anos já não podem causar estragos. Conversas, onde as horas já não têm
rostos.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Poemas com rima - GRIPE
Afinal não era a
tristeza
Que me fazia arrastar
Eram vírus, com certeza
Que se faziam
anunciar.
O nariz está entupido
A cabeça a latejar
E se antes estava frio
Agora estou a assar.
Cada músculo, uma dor
Não consigo movimentar
Abandono-me ao torpor
Nem sinto o tempo
passar.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
ACORDAR - II
É
mais uma manhã de coisas que não entendo. A consciência hesita, quer regressar
ao sono. Onde a realidade não se faz difícil.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
CASACOS
Nesta
manhã de dilúvio, são um acessório indispensável.
Os
mais corajosos trazem-nos curtos. Impermeáveis só na parte protegida, pingam
copiosamente a chuva nas calças e nos sapatos.
Outros
são soturnos, corte direito, tão rígidos como os seus habitantes.
Alguns
têm de ser despidos, fruto do calor do Metro.
O meu,
quase um escafandro, qual arca de Noé portátil.
sábado, 4 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
NEBLINA
A
manhã acordou com frio.
O
hálito quente do seu longo bocejo derramou um tapete de névoa sobre a placidez
da barragem.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Ano Novo
Era
um ano novo, mas na verdade sentia-se um pouco velho.
Os
ouvidos ainda latejavam com as queixas do seu predecessor. Ser mensagem de
esperança, no cenário delineado, não ia ser nada fácil.
Decidiu
dormir um pouco, enquanto durassem os festejos.
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