sábado, 13 de fevereiro de 2016

Amo-te

Amo-te quando me fazes rir.
Amo-te no brilho dos olhos dos nossos filhos.
Amo-te nos silêncios que só nós conhecemos.
Amo-te nas dores partilhadas. 
Amo-te porque escolheste amar-me.
Amo-te nos dias ímpares
com o amor que sobra dos dias pares.


sábado, 6 de fevereiro de 2016

MUDANÇA-II

Não saberia dizer quando deixara de acreditar. Não havia dia nem hora, não faltara o sol ou a algaraviada das crianças. Nenhum cataclismo fora anunciado, nada de surpreendente nas notícias. Nada de abrupto dentro de si, nenhuma dor. Apenas a incredulidade de ter demorado tanto tempo. Tanto a tempo a perceber que a única que poderia mudar seria ela.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

VOO-II

É na turbulência que sinto a fragilidade: do voo como na vida. Antevejo o regresso à cidade: agora menos estrangeira. Agradeço o privilégio de rever gentes, recantos, e a luz nos jardins.




terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Quinta das Águias

Bom dia alegria! Aqui há sempre que fazer, para que todos sejam felizes. E lá vão os patos e os gansos em filinha para o lago, para o seu banho diário.

























domingo, 17 de janeiro de 2016

MAR - VI

Em dia de temporal o mar devolve o que levou. E no areal nasce um novo mar: de destroços. Nos enormes troncos de árvore, nos mais diversos objectos, espanto-me com a sua força.









sábado, 16 de janeiro de 2016

ÁGUA - II

Chorava para dentro. Não deixava o sofrimento transparecer na água, espelho das emoções.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Memórias da criação

As últimas imagens do atelier e do artista a trabalhar (imagens captadas em 2007, editado em Março de 2013)



Abres a porta do teu mundo.

Na confusão das tintas, das tomadas, das máquinas, do pó, surgem figuras delicadas, frágeis.

Preparas-te para o teu reino.

Nas rugas a memória de outras tantas obras, onde a experiência da carícia molda o barro. E o barro deixa-se moldar, cedendo aos utensílios mais diversos. E às mãos, sobretudo às mãos.

Conversas com o neto sobre a técnica usada. Outras peças, outros mundos.

Tudo pode ser aproveitado, um dia.

A mufla onde as peças se transfiguram.

Crias em barro como se moldasses pessoas, pedaços, sentimentos.

Tocas-nos.