segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um almoço nunca é de graça

Título de um livro, é uma máxima que tenho tido dificuldade em aceitar. Por isso, como um aprendiz mal sucedido, tenho de repetir as provas. Para perceber que a confiança é algo que se conquista, com trabalho e paciência. Raramente surge por geração espontânea.

domingo, 29 de setembro de 2013

O poder

Será que o exercício do poder é uma necessidade básica do ser humano? Tão premente que facilmente passamos de vítimas a carrascos?

As praxes, os abusos, os conflitos. Os nossos pequenos territórios.

Que estranho prazer pode advir do sofrimento do outro?

Mais valia fazermos como outros mamíferos e delimitarmos o nosso espaço com as excreções.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

PENICHE

Onde o mar se faz vento

A espuma, pensamento.

Entre fragas de outro tempo

A minha alma ganha alento

E por um breve momento

O mar se espraia cá dentro.









sábado, 14 de setembro de 2013

DESCONHECIDOS

Ter alguém que nunca tinha visto, a desejar, e a insistir, que seja mesmo muito feliz, à saída do Metro, às 7h30 da manhã, é estranho. Mas não deixa de ser algo reconfortante, como se a minha insignificante existência pudesse ser importante para um ilustre desconhecido. Cruzamentos fugazes de vidas que não se conhecem (reconhecem?) e que me deixam a pensar.

O referido personagem entrou no Metro a dizer que as pessoas não o ouviam, apesar de ele avisar sempre. Como trazia uma bicicleta, pensei que era a isso que se referia, à cedência de passagem para a bicicleta. Na verdade, tinha estado a avisar outra ilustre desconhecida, que estava a fumar enquanto esperava o Metro, sobre os malefícios do tabaco.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

RUMO

Ténue é a linha que nos prende à vida. Ao rumo.

Na ponte há dois sentidos e nunca conheceremos a alternativa à nossa escolha.


Quando fazemos o melhor, e subitamente o tapete nos é puxado, temos mais é que nos agarrar. A quem permanece ao nosso lado. A quem surgiu de novo para nos dar a mão. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Brincando com as sombras

Na luz do fim de tarde, onde o verde lentamente se veste de fogo, as nossas sombras ganham vida.

Alongados seres, misturam-se, brincam, desinteressados do magnífico pôr-do-sol. 









terça-feira, 20 de agosto de 2013

MOSCAS

Em casa, a Mia não deixa escapar uma mosca que lhe fique no encalço.

Aqui no Gerês, fruto do excesso de presas, ou do torpor a que este calor obriga, não se mexe.


E assim a casa enche-se de moscas, indiferentes à preguiça de um felino adormecido.