Afundado
na dor. Procurando no tecto do quarto uma qualquer transcendência que
explicasse a inutilidade dos dias.
Subtraído
o poder de decisão, condenado a um momento intemporal que alivie o sofrimento,
são poucas as atitudes a tomar.
Alhear-se
do mundo, não falar, não comer, recusar-se a ingerir pastilhas que, além do
mais, não surtem o efeito desejado. Qualquer coisa que abrevie a espera, a
degradação morosa e inevitável.
São
estes os gritos silenciosos da revolta possível, num fim não escolhido e que se
queria pacífico.
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