Li recentemente uma notícia de que os computadores em breve serão capazes de interpretar as expressões faciais humanas.
As expressões faciais, potente veículo de comunicação dos nossos estados emocionais interiores, permite interacção mesmo antes da linguagem verbal. Que o digam os restantes mamíferos.
Foram consideradas como universais por Darwin, mais tarde por Ekman, no entanto estudos recentes questionam esta universalidade, mostrando que cada cultura possui as suas próprias expressões faciais para exprimir emoções básicas.
Somos seres gregários, mas vivemos cada vez mais uma socialidade virtual. Primeiro trocámos os encontros por telefonemas, depois mensagens, e recentemente entretemo-nos a contar a nossa vida nas ditas redes sociais, a pessoas que mal acabámos de conhecer. Convidamos o colega do lado, por e-mail, para vir tomar um café. E, para culminar em beleza, um destes dias vamos transformar o computador em nosso confidente.
Chegamos a casa, ligamo-lo, e ecrã escreve-nos, melhor ainda, sussurra-nos, com voz de GPS, “Estás com má cara, hoje! O que é que correu mal?”