quinta-feira, 6 de março de 2014

O Sol

O sol invade-me a alma. Energia renovada a cada inspiração. Tudo adquire novas tonalidades e as dificuldades são vistas com outra luz.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O tempo - III

Num manifesto apoio à emigração o S. Pedro presenteia-nos com abundância de chuva. Com vento e granizo à mistura. Qualquer coisa de semelhante ao que costumam ter os nossos amigos da Europa Central, Inglaterra, etc., para que nem o agradável clima português nos deixe saudades.

A comida, outro apanágio da nostalgia, pode ser confeccionada. Os típicos ingredientes lusos também viajam pelo mundo.

Resta a família, as nossas raízes. Isso sim, dificulta a saída.

terça-feira, 4 de março de 2014

OLHAR

Um olhar sobre outro olhar. O espanto. Paradas no tempo são as formas e os sonhos. Desejos. Ternura. E o que de ti permanece.

















Esculturas / Pratos de Dario Boaventura
                                    

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ACEITAR

Faz do grito o teu silêncio. Ignora a ferida, do tempo virá a cicatriz. Aceita o que a maré traz, mesmo que o sal te creste a pele. Na melodia da rebentação, encontrarás a paz.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Era uma vez um ministro

Era uma vez um ministro. O ministro, cansado, chega a casa, que a esposa vigorosamente revirou, em frenéticas arrumações, como se com a sua energia pudesse antecipar a Primavera.

Apareceu um baú, esquecido, onde se armazenaram uns milhares de euros. Pois: parte era para pagar algo que na verdade era outro ministro que devia pagar. A outra parte, já não se lembra. Mas que jeito vai dar agora, que o andam todos a chatear, desde o mais pequenino ao tipo do topo. Há que distribuir, ou pelo menos anunciar que vai distribuir, quem sabe, deixam de o chatear.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

AROMA

O aroma dos eucaliptos atravessa as narinas na humidade da manhã. O exalar da vida revigora outra vida, e o caminho faz-se sereno.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

INFÂNCIA

Guardaste a infância como se de um tesouro se tratasse. A liberdade de ser menino, de correr até fartar, as travessuras partilhadas, a complacência da mãe.

Foi talvez por essa infância só tua, que outro que não tu, mas que de ti descende, foi um menino que não queria crescer. E os engenhos e sonhos nele se repetiram, a liberdade reconquistada. 

Guardaste a criança, na esperança que da velhice te protegesse.