sábado, 16 de agosto de 2014

As mãos - IV

A tua mão ainda era mão. Ainda que esquálida. E depois houve todo um tempo em que, inerte, se abandonou na brancura do lençol. Esperava por ti, para a partida.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cascata do Tahiti - III

Onde o olhar não se cansa
Pousa na turbulência da água
No som da espuma que dança
Não há lugar para a mágoa.

Salpicos o vento traz
E é tão forte  a sua voz
Quisera ser casca de noz
E deixar-me ir nesta paz.












quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A teia

No centro a aranha, imóvel na espera, domina a fragilidade do seu trabalho. É uma fina renda, numa esquadria meticulosa, que brilha sob as gotas de chuva.  São linhas ténues, enredadas, a geometria perfeita do ardil.





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

GERÊS

Defraudados pelo clima, numa manhã de Agosto morrinhenta e fria, não desistimos e vencemos a neblina, em busca da beleza do Gerês.






terça-feira, 12 de agosto de 2014

Natureza morta

Pleno de vida, o tabuleiro contraria o desígnio. Entre o adquirido no supermercado, sobressaem os produtos da Horta, onde as curgetes e as abóboras são rainhas.







segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PRIMAS

E nos seus rostos, sorrisos e abraços, transpareciam os rostos dos seus pais, há muito tempo desaparecidos.

sábado, 9 de agosto de 2014

IMAGENS - V

Observava. E esculpia com as palavras as imagens que a invadiam. Como outro fazia com o barro. Ou, mais indiscreto, com a fotografia.