sábado, 27 de fevereiro de 2016

A vaca

A vaca pastava. Parou e olhou-me.
- Não perguntas se me podes fotografar? – Diz-me a vaca, na sua pose mais imponente.
Se resposta da minha parte, prossegue:
- Assim de frente, é o meu melhor ângulo.



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PENEDOS

São fortes estes penedos. Mais ainda quando pousam delicadamente uns sobre os outros. Num intrincado equilíbrio não têm medo de mostrar a sua fragilidade.









quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

VELHOS

Há uma candura no olhar de alguns velhos que nos traz de volta as crianças. Duro engano: ninguém volta a ser criança.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

ONDAS

Anunciara que a escrita já não era a sua praia. E as palavras voltaram, como as ondas.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A teia - II

Gostaria de ver os fios invisíveis que nos unem. Os mais flexíveis, que suportam a realidade e as invenções, que cedem: quase quebram, mas não quebram. E os outros, sobretudo os outros, os que brilham ao sol, que exibem perfeitas gotas de água, mas que se fazem e desfazem sem aviso prévio.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Yin e Yang - II

Nada é só isto ou só aquilo, nada é definitivo, peremptório. Aquilo que umas vezes nos liberta, outras vezes nos prende. Se em alguns momentos preciso de abandonar as palavras no papel, noutros escrever é algo que não me pertence. Assim sou, assim somos. Assim nos abrimos, desafiamos, sentimos vivos.