Criamos a ilusão de que o outro está lá para preencher
algum vazio. E é assim que deixamos que o vazio se alastre.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
O conteúdo e a forma
O conteúdo achava-se muito importante, era a mensagem, aquilo
que interessava dizer. No entanto nada era perante a forma. Porque era a forma
de dizer a mensagem que fazia a diferença.
As palavras escolhidas, o tom de voz, suavizavam a mais terrível
notícia ou destruíam o mais profundo amor.
domingo, 22 de junho de 2014
Em busca dos caracteres perdidos
Era uma vez um concurso literário. Era uma vez um
concurso literário que tinha um regulamento. Era uma vez um concurso literário
que tinha um regulamento que dizia que no mínimo era preciso escrever vinte mil
caracteres com espaços. E a história poderia ter ficado por aqui.
A história da história que venceu é outra. É que os vinte
mil caracteres não estavam lá. Uma bruxa (ou várias, lá de onde elas vêm)
fê-los desaparecer. Ficaram em quase metade, mas pareciam na mesma vinte mil.
Graças ao feitiço dessa bruxa, o júri do concurso conseguiu vê-los. Nuns
supostos prólogos e/ou notas prévias, e num “habitual” critério editorial que o
só o júri conhecia (o “word” também desconhece), mas que, efeitos do mesmo
feitiço, se esqueceu de colocar no regulamento.
Mas, se o feitiço se desfizer, e o júri acordar, mercê de
um beijo de um qualquer príncipe encantado, talvez os caracteres que faltam
ainda apareçam. Esquecidos nalgum bolso.
sábado, 21 de junho de 2014
9ª Sinfonia de Beethoven – 3º e 4º Andamentos
Onde os símbolos se fazem música. Os ritmos se fazem
ondas. Conversam os violoncelos. Soltam angústias. Subitamente, o poder da voz
humana. Arrepio. Cento e cinquenta almas numa só melodia. Comunhão. Plenitude.
Como conseguimos,
numa amálgama estranha, ser tão belos e tão destruidores?
quarta-feira, 18 de junho de 2014
PORTO
sábado, 14 de junho de 2014
Concerto para piano e orquestra
Em cada nota uma carícia. No
enlevo, responde o violino. Embala-se o corpo na melodia. Suspende-se a
orquestra no monólogo do piano. Reúnem-se os instrumentos na apoteose da
batuta.
(Franz Liszt: Concerto n.º 1 em Mib Maior para Piano e Orquestra)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
FRONTEIRAS
Por natureza, não sei estabelecer fronteiras. Reajo à novidade,
de braços abertos. Ideias, situações, pessoas. Proporciono um livre-trânsito,
não exijo um passaporte para a amizade.
Fruto desta sinalização errada, rapidamente me invadem, traem
e esperam de mim o que não posso dar. E quando recuo, sentem-se defraudados.
Devo aprender a prudência.
Subscrever:
Mensagens (Atom)