O
António deixou de gostar do espelho. Companheiro fiel de uma vida, assistira a várias mudanças de visual. Subtilmente o aconselhara quando a indumentária raiava
o mau gosto.
Mas
agora a verdade era implacável. Por isso pouco lhe importava que os estilhaços,
dispersos pelo quarto, lhe pudessem vir a trazer alguns anos de azar.
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